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História de Vida

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História de Vida

Mensagem  Lizzie em Seg Out 11, 2010 7:54 pm

PRÓLOGO



Dizem que a vida pode ser resumida num pedaço de papel. Não sei a quem ouvi tal coisa, mas sei que já o ouvi. A minha vida resumia-a num livro. Numa enciclopédia de 2 500 toneladas e 3 milhões de páginas, se me pedissem para contá-la. Nem a conseguiriam carregar numa mala, num saco sequer. Nem tampouco no porta-bagagens do vosso carro, aos fins-de-semana no Verão, quando saem com as vossas famílias para a praia e costumam levar livros para ler nos intervalos em que vos é proibido porem os pés água adentro. A minha história não é um entretém e muito menos tem piada. Não é grande coisa, nem lá grande espectáculo, mas é digna (acho) de ser contada.

Nasci naquilo que se chama de um “berço de farrapos”. Venho de uma família que sempre teve bastantes dificuldades financeiras, onde os homens sofrem de uma espécie de maldição pois são poucos os que sobrevivem e todos vivem separados, uns para cada lado. A minha família é recheada de ódios e traições. Se vos contasse metade, creio que nem sequer acreditariam num quarto da minha história. É precisamente por isso que vos vou contar tudo. Porque sei que ninguém no seu perfeito juízo, nunca acreditaria em nada tão bizarro e tão estupidamente irreal como os acontecimentos dos quais a minha vida é recheada.

O meu nome é Leonor, mais frequentemente Léo, como todos me chamam, amigos ou conhecidos. Vivo com os meus pais numa casa recentemente comprada e que, apesar de não ter sequer um ano de construção, já abre alas às águas das chuvadas que têm caído durante o último Inverno. Tenho 22 anos, poucos amigos e uma baixa-auto-estima irrefutável.

Não me dou com raparigas. Acho-as inúteis, chatas, uma autêntica praga que é absolutamente dispensável neste mundo. A futilidade delas chega a enervar-me tanto que, por vezes, dou por mim a ter desejos de morte por pertencer a esse género mesquinho e sem qualquer espécie de sentimentos. A única mulher que suporto é a minha mãe, que é a minha heroína, porque sempre se esforçou mais do que a conta para tratar de mim e do meu irmão.

O Bernardo (o meu irmão mais novo) tem 19 anos e nasceu com uma doença chamada Autismo. Não sei se sabem o que é, eu também não sei explicar muito bem mas sei que ele o é. E sei alguma coisa sobre este fenómeno de distúrbio no ser humano devido ao que conheço dele e das suas acções e capacidades. Mas mais tarde vos actualizarei um bocado sobre isso. Agora, está na altura de vos explicar os meus motivos. Eles são fáceis e totalmente calculáveis. Tudo o que faço e que sinto deve-se a uma única razão: A minha ânsia de liberdade. Nunca me senti muito presa, os meus pais nunca foram de não me deixar seguir a minha vida e tal, mas sinto que me falta imensa liberdade. Especialmente, devido à doença do Bernardo.

Desde os meus 5 anos que cuido dele para ajudar a minha mãe. Na nossa antiga casa (uma das primeiras pelo menos, visto que já nos mudámos umas 4 vezes desde aí), costumávamos ficar ambos sozinhos até às tantas da noite porque os meus pais não tinham como pagar uma ama para ele e muito menos para infantários. O meu pai trabalhava a tarde inteira e saía ao início da madrugada. A minha mãe passava o dia inteiro no trabalho e chegava sempre muito tarde. Por isso, éramos só eu e ele. Costumava interpretar o que ele dizia para todos perceberem. Nunca ninguém o percebia. Eu era a única que conseguia fazê-lo. Quando ele tinha ataques e desatava a querer bater em toda a gente, eu protegia-o. Às vezes, a minha mãe chegava a casa e via as marcas de dentadas que ele me deixava no corpo quando me mordia de zangado comigo por não o deixar fazer o que ele queria. E quando ela me perguntava o que se tinha passado, eu limitava-me a dizer “Não foi nada, eu é que fiz isto sozinha”, na minha inocência de criança, que pensava que ela iria acreditar nisso. Uma vez, ela chegou a mordê-lo a ele para lhe ensinar que isso não se fazia. Nessa noite, chorámos os três. Ele pela dor da dentada, ela de arrependimento e eu por ter visto o meu menino ficar magoado daquela maneira. Mas resultou. Desde esse dia, ele nunca mais me fez mal.

Essa é a razão pela qual eu idolatro a minha mãe. Porque ela sempre lutou por nós. Sempre se esforçou por nós. Sempre quis que fossemos o melhor possível. Por essa razão me esforço tanto para alcançar a perfeição. Porque é isso que ela merece e é isso que lhe quero dar.

E pronto. Para já, aqui têm o início da minha história de vida.
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Re: História de Vida

Mensagem  Eminem51Fan em Seg Out 11, 2010 8:24 pm

Meu. Deus.

Antes de leres as minhas por favor revê as tuas é que... tiraste-me as palavras da boca do teclado, o comentário que tu me fizes-te era o que eu te queria fazer. Mas tenho de tentar ser original certo? certo. Mas o problema é que não consigo...

Bom para não cometer um plágio ou algo assim... apenas te deixo com esta palavra: Continua!
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Re: História de Vida

Mensagem  Lizzie em Seg Out 11, 2010 8:27 pm

Antes de mais nada, obrigada por teres vindo ler Very Happy
Fico mesmo contente por estares a gostar Very Happy
E sim, claro que vou continuar, nem que seja porque tu gostaste do que leste Very Happy
Beijinhos grandes
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Re: História de Vida

Mensagem  Lizzie em Seg Out 11, 2010 9:29 pm

CAP. I

Já passaram seis anos desde aquela tarde em que o conheci. Chamava-se Miguel e era um ano mais novo do que eu. Ao princípio, dávamo-nos mal, plenos desconhecidos com nada em comum à primeira vista, mas que tinham mais semelhanças do que aquelas que aparentavam.

Lembro-me que costumava andar sozinha, sempre com o meu caderno de um lado para o outro, apontando qualquer acontecimento e qualquer facto importante da minha insignificante vida naquelas páginas. Não me dava com ninguém. Éramos só eu e o meu caderno, o meu melhor amigo, o único com quem eu desabafava e escutava as minhas lamentações e desabafos. Lembro-me do quão bem o Miguel desenhava. Lembro-me do primeiro desenho em banda desenhada que me veio dar em mãos. Não parecia que tínhamos mandado um tremendo encontrão um ao outro à chegada à escola, não parecia que não nos conhecíamos de lado nenhum e, melhor para mim, não parecia que eu era tão invisível para ele como era para os outros.

Invisível… Era sempre dessa forma que me havia sentido. O Miguel conseguira mudar isso. Era o único rapaz que falava comigo, a única pessoa que me via para além do aspecto pobre, solitário e desleixado que eu tinha. Não sei, ainda hoje, o que realmente havíamos visto um no outro. Ou melhor, eu sei bem o que havia visto nele. Mas ele em mim? Não me parece que possa ter visto alguma coisa de bom. Eu não era boa, sequer, era “bruta que nem uma porta” como todos me caracterizavam. Costumava andar sozinha por ter um aspecto de ser tão má que ninguém se dava comigo. Ninguém se queria aproximar. O Miguel era diferente. Não havíamos trocado um olhar sequer, mas aquele desenho mostrara-me exactamente o que ele havia sentido só por aqueles instantes a partilhar as mesmas traseiras do pavilhão de ginástica comigo. No fim da folha, estava escrito “Até que enfim que alguém repara em mim.” Estas palavras chegaram para perceber o quanto ele se sentia à parte no mundo, o quanto se devia sentir sozinho e sem ninguém… Exactamente como eu me sentia.

Duas almas solitárias unidas por duas artes que se completavam. Eu relatava tudo na escrita. Ele fazia-o por imagens. Na altura, ele era apenas um completo desconhecido para mim. Nem o seu nome eu sabia, mas de uma coisa tinha a certeza, nós tínhamos muito em comum. E, por um lado, eu gostava disso. Gostava dele. Não como as raparigas gostam dos rapazes. Credo! Isso é nojento! Ele era giro e tal, mas nada disso. Gostava do Miguel como pessoa. Por aquilo que ele aparentava, pelo que parecia ser. Não lhe queria dar muita confiança, até porque não o conhecia o suficiente para isso. Mas gostava de poder conhecer. Ele parecia-me ter uma personalidade interessante. Ser diferente dos outros. Por norma, eu costumo dar-me com rapazes, mas não ando muito com eles. A minha vida é feita sempre a solo. E o Miguel era a companhia certa para mim. Eu sentia isso. E tinha vontade disso. Ele poderia ser uma companhia como o Bernardo havia sido durante aqueles anos todos.

Não nos falávamos. Não nos olhávamos nem tocávamos. Mas as nossas almas conversavam entre si, contanto pormenores das suas vidas, por mais insignificantes que estes fossem. As nossas almas abraçavam-se, mesmo que no físico, os nossos corpos se encontrassem a metros de distância um do outro. Os nossos pensamentos cruzavam-se como as corridas do vento com a chuva em dias de tempestade. Éramos almas gémeas seladas num único espaço. Só nós dois. Leonor e Miguel.
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Re: História de Vida

Mensagem  Eminem51Fan em Seg Out 11, 2010 10:01 pm

OMG, não, OMFG!

Simplesmente adorei e a forma como escreves é algo que toca bem no fundo de uma pessoa.
O ultimo paragrafo foi o melhor paragrafo, embora eu tenha gostado de todos, e isto claro seja a minha opinião.

Espero que continues o mais rápido que conseguires

:*
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Re: História de Vida

Mensagem  Lizzie em Ter Out 12, 2010 10:31 am

Oh minha querida obrigada Very Happy
Vou tentar pôr aqui o próximo capítulo ainda hoje, prometo! Very Happy
Fico contente por estares a gostar Very Happy
Beijinhos
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Re: História de Vida

Mensagem  Lizzie em Ter Out 12, 2010 11:05 am

CAP.II

Descobri a verdade quando tinha 8 anos. Ainda me recordo como se fosse hoje que tivesse acontecido tudo, ainda me lembro de cada palavra que eu e a minha mãe dissemos uma à outra. Ainda me lembro perfeitamente da desilusão que apanhei e de quanto tempo estive de amuo feito e sem dirigir uma única palavra ao meu pai. Na minha opinião, ele merecia. Não merecia outra coisa senão isso e eu sentia que, se tinha de tomar partido de alguém, esse alguém era sem qualquer espécie de dúvida a minha mãe.

Ia a chegar a casa naquela tarde quando os ouvi a conversar. Falavam do Luís, do que seria o futuro dele, sem pai. O Luís era o meu primo, filho da minha madrinha (irmã da minha mãe), o pai dele morrera há muitos anos e ele tinha quase a minha idade, era apenas um ano mais velho que o Bernardo. Não quis interromper e entrei pela porta que dava directamente para o meu quarto. Nessa altura, estávamos numa casa que era em corredor, estava tudo ligado por portas lá dentro e haviam duas portas de entrada, uma na sala e outra no meu quarto. Como eles estavam na sala, diga-se, o meu pai, a minha mãe e a minha madrinha, eu resolvi entrar por ali para que eles não parassem a conversa que parecia ser muito importante por minha causa.

Sentei-me na minha cama e tirei as coisas da mochila. Ia preparar-me para começar a fazer os deveres quando oiço uma grande gritaria de repente. Alguém tinha começado a chorar e parecia ser a minha mãe. Quando me levantei para ir até à porta, eles já discutiam. E eu já só ouvi as últimas palavras da minha madrinha, “Ele é tão teu filho como meu, Júlio.”

Estanquei no meu lugar, incapaz de pronunciar palavra. O meu pai foi o único a olhar para trás e a ver-me. O choque não me deixou chorar sequer, só encarava a minha mãe com o maior ar de pena que eu já havia usado alguma vez na vida. Quando elas me viram, voltei para o meu quarto, ainda incapaz de falar. Afinal, o pai do Luís não estava morto, estava bem ali, a morar comigo na minha casa. Era o meu pai.

Eu sempre havia notado que existia qualquer coisa estranha. Não era pelo facto de a minha mãe gostar muito dele (embora eu, na minha inocência de criança, achasse que ela o devia odiar, a ele e aos pais dele) porque ela não era capaz de odiar ninguém, mas o facto de, uma vez, o Luís me ter dito que tinha o mesmo apelido que eu. Conversas estúpidas de miúdos mas eu amuei mesmo, coisa que, como era muito costume meu, hoje já nem ligo. Mas naquela altura liguei. E, agora, aquela bomba, aquele balde de água gelada... Não era bem por mim mas… Eu imaginava como a minha mãe se deveria estar a sentir. Imaginava o quão traída ela se sentiria, o quão mal estaria, naquele momento.

Não chorei. Não deitei uma única lágrima. Chamem-me insensível se quiserem mas achei que nenhum deles merecia nada disso. Uma lágrima que fosse. Deixei-me estar apenas no meu canto, até sentir os braços da minha mãe rodearem o meu corpo pequeno e frágil. Porque sim, eu já fui frágil. Hoje não sou mais. Os pontapés que levei da vida não deixaram que a minha fragilidade permanecesse durante muito tempo.

Não lhe disse nada na altura. Abracei-a, calada, sem sequer perguntar o porquê daquilo tudo. Achei que não era preciso. Quando estivéssemos sozinhas, a minha mãe contar-me-ia tudo. Ela confiava em mim, éramos as melhores amigas uma da outra. Havíamos sido sempre, desde que eu começara a tomar conta do Bernardo. A minha mãe sentira que podia confiar-me a sua vida sem nunca se arrepender disso alguma vez, desde essa altura. E eu confiava-lhe a minha, como fizera sempre. Um dia, iríamos conversar melhor sobre aquilo. E, um dia, as nossas feridas, ou as dela em particular (as minhas pouco ou nada me interessavam naquele momento) iriam finalmente poder sarar.

Hoje, já pouco importa. As pessoas acham estranho que eu tenha um meio-irmão, que ele seja mais novo do que eu e mais velho que o Bernardo, uma vez que os meus pais continuam casados. E, em particular, acham estranho que ele seja filho do meu pai e da minha madrinha, a irmã da minha mãe. Mas quando me perguntam eu dou sempre a mesma resposta. Não tenho vergonha de dizer que ele é meu irmão. Apesar de ele se ter metido em todo o tipo de coisas que não devia e ter estragado a nossa amizade e a confiança cega que eu tinha nele. Apesar de ele não o merecer, eu ainda o adoro. Apesar de ter acordado um dia sem um tostão do que havia juntado após um ano inteiro a trabalhar para ajudar os meus pais, porque ele tinha roubado tudo nem sei para quê. Apesar de ele ter feito o mesmo ao dinheiro que o Bernardo tinha juntado com tanta felicidade por ter alguma coisinha que era só dele. Apesar de ele, hoje, estar diferente e estar longe de mim, consigo compreender o que a minha mãe sentiu, naquela altura. A culpa não era dele.
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Re: História de Vida

Mensagem  Chloe em Ter Out 12, 2010 12:28 pm

uau! adorei! tens imenso jeito! estava a ler a sentir o que ela sentia! mto bom!

continua! =)
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Re: História de Vida

Mensagem  Lizzie em Ter Out 12, 2010 1:23 pm

Obrigada Chloe! Very Happy
Fico muito contente por teres gostado Very Happy
Beijinhos

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Re: História de Vida

Mensagem  carlafmelo em Ter Out 12, 2010 9:02 pm

fantástico Lizzie Surprised
tens a capacidade de nos levar para além das palavras porque eu ao ler isto, fui capaz de sentir toda a dor, toda a mágoa e toda a maturidade que tu mostras.
Mesmo muito bom !
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Re: História de Vida

Mensagem  Lizzie em Ter Out 12, 2010 9:06 pm

Obrigada meu amoreee Very Happy
É, a minha Leonor é assim, ela vai além das palavras Laughing
Obrigada por leres e por teres comentado Very Happy
Beijinhos

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